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Para Refletir

Compromisso com a Tolerância

Postado por: Junior Yapondjian em: 26/11/2015

No presente mês de junho assistimos, estarrecidos, a dois atos de violência e intolerância, ambos com conotações religiosas: no dia 14 a menina Kayllane Campos, de 11 anos de idade, foi apedrejada no Rio de Janeiro enquanto caminhava usando trajes típicos do candomblé; e por fim, no último dia 17 o jovem Dylann Roof, 21 anos de idade, atacou e matou nove membros da “Igreja Metodista Africana Episcopal Emanuel”, todos negros (inclusive o pastor da igreja, Pr. Clementa Pinckney), de uma igreja em Charleston, no estado americano da Carolina do Sul.



O ocorrido nos Estado Unidos adquire outros contornos, porque a problemática não se resume a uma intolerância religiosa, algo por si já inadmissível, mas também pelo preconceito racial – um problema, histórico, do país. Dylann Roof, ao que as investigações apontam, além de manter um discurso de ódio em sites/comunidades da internet, nutria simpatia pelos “Confederados” (uma reunião de estados americanos sulistas, defensores da escravidão e que acabaram derrotados na Guerra Civil Americana, 1861-1865). Basta lembrar que a Carolina do Sul, estado onde aconteceu o fato, ingressou nos Estados Confederados em 20/12/1860.



Já no caso da menina apedrejada no Rio, a natureza da intolerância é genuinamente religiosa, infelizmente motivada por algumas instituições evangélicas de fundamentos “neopentecostais”. Sabe-se que muitas destas instituições distorcem a essência da fé cristã, que é, sabidamente, o amor. Contudo, em certas pregações, até propagandeadas com a compra de horários na grade de redes de televisão, ou mesmo com a aquisição de diversas estações de rádio (e nossa cidade, Atibaia, está amplamente coberta por estas estações de rádio religiosas), muitos dos problemas dos fiéis, de pessoas que procuram amparo espiritual para a resolução de problemas materiais, emocionais, são entendidos como consequência de “macumbaria”, de “trabalhos”, de “magia negra”, etc.



Nossos alunos do 7º ano do ensino fundamental II, realizando um paralelo destas tristes notícias e fatos com o aprendizado em sala de aula, têm observado nas aulas de História o quanto a fé, a motivação religiosa, tem sido usada para disseminação do ódio, da guerra, do conflito, como por exemplo nas Cruzadas iniciadas no século XI e que empreenderam um banho de sangue no Oriente – sob o ideal de libertação das Terras Santas (Jerusalém) então sob dominação turca/muçulmana, ou mesmo na perseguição que o rei Felipe IV, o Belo levou a cabo contra a Ordem dos Cavaleiros Templários, vide a execução do último líder templário, Jacques de Molay, queimado vivo em Paris no ano 1314.



Vale sempre a reflexão, parte da formação cidadã que queremos para nossos alunos, que a diversidade religiosa, racial, de gênero ou orientação sexual, que for, não é justificativa para segregação, ódio ou violência. Dentro de uma escola, preservamos este princípio, a atitude será sempre de educar e educar para a diversidade. Cabe a nós, educadores, pais e familiares, garantirmos princípios que possibilitem aos nossos alunos(as) desenvolverem-se como cidadãos “do mundo”, inseridos na dinâmica social como cidadãos plenos, preparados para lidar com as diferenças, divergências e problemáticas que se apresentam na realidade que vivenciamos, infelizmente ainda repleta de intolerância.



Nós acreditamos!



Prof. Tiago Menta

História

Compromisso com a Tolerância